segunda-feira, 4 de junho de 2012

É a tragédia de amar, nada pode ser amado com mais intensidade do que aquilo que nos faz falta.

p. 246 "Extremamente alto, incrivelmente perto".

domingo, 3 de junho de 2012


 "Do lado de fora, ela achou que deveria haver uma palavra para aquilo: uma temperatura do ar perfeita, nem quente nem fria. Um grau a menos e ela talvez sentisse um leve receio por não ter levado uma jaqueta. Um grau a mais e talvez uma película de suor brilhasse junto à linha do cabelo. Mas, naquela medida exata, Irina não precisava de agasalho nem de brisa. Se houvesse uma palavra para essa temperatura, teria que haver um corolário para o êxtase particular de saudá-la — a despreocupação, a ausência de necessidade, a suspensão da urgência, como se o tempo pudesse ou devesse parar. Em geral, a temperatura era uma batalha; somente nesse fulcro exato ela era um efetivo deleite."

p. 42 de "O mundo pós-aniversário", de Lionel Shriver

sábado, 2 de junho de 2012

“I don’t suppose I really know you very well - but I know you smell like the delicious damp grass that grows near old walls and that your hands are beautiful opening out of your sleeves and that the back of your head is a mossy sheltered cave when there is trouble in the wind and that my cheek just fits the depression in your shoulder.”

- Zelda Fitzgerald, in a letter to F. Scott Fitzgerald