Life doesn't imitate art, it imitates bad television.
Woody Allen
domingo, 27 de novembro de 2011
sábado, 19 de novembro de 2011
"Eu sei que atrás desse universo de aparências,das diferenças todas, a esperança é preservada.
Nas xícaras sujas de ontem o café de cada manhã é servido. Mas existe uma palavra que não suporto ouvir e dela não me conformo.
Eu acredito em tudo, mas quero você agora!Eu te amo pelas tuas faltas, pelo teu corpo marcado, pelas tuas cicatrizes, pelas tuas loucuras todas,minha vida.
Eu amo as tuas mãos, mesmo que por causa delas eu não saiba o que fazer das minhas.
Amo o teu jogo triste e as tuas roupas sujas é aqui em casa que eu lavo.
Eu amo a tua alegria mesmo fora de si, te amo pela tua essência e te amo até pelo que você podia ter sido, se a maré das circunstâncias não tivesse te rebanhado nas águas do equívoco.
Te amo nas horas infernais e na vida sem tempo...
Te amo pelas crianças e futuras rugas.
Te amo pelas tuas ilusões perdidas e teus sonhos inúteis...
Amo teu sistema de vida e morte, te amo pelas tuas entradas, saídas e bandeiras e te amo desde os teus pés até o que te escapa.
Te amo de alma para alma e mais que as palavras, ainda que seja através delas que eu me defendo quando digo que te amo mais que o silêncio dos momentos difíceis,
quando o próprio amor vacila."
Autor desconhecido
Nas xícaras sujas de ontem o café de cada manhã é servido. Mas existe uma palavra que não suporto ouvir e dela não me conformo.
Eu acredito em tudo, mas quero você agora!Eu te amo pelas tuas faltas, pelo teu corpo marcado, pelas tuas cicatrizes, pelas tuas loucuras todas,minha vida.
Eu amo as tuas mãos, mesmo que por causa delas eu não saiba o que fazer das minhas.
Amo o teu jogo triste e as tuas roupas sujas é aqui em casa que eu lavo.
Eu amo a tua alegria mesmo fora de si, te amo pela tua essência e te amo até pelo que você podia ter sido, se a maré das circunstâncias não tivesse te rebanhado nas águas do equívoco.
Te amo nas horas infernais e na vida sem tempo...
Te amo pelas crianças e futuras rugas.
Te amo pelas tuas ilusões perdidas e teus sonhos inúteis...
Amo teu sistema de vida e morte, te amo pelas tuas entradas, saídas e bandeiras e te amo desde os teus pés até o que te escapa.
Te amo de alma para alma e mais que as palavras, ainda que seja através delas que eu me defendo quando digo que te amo mais que o silêncio dos momentos difíceis,
quando o próprio amor vacila."
Autor desconhecido
quarta-feira, 16 de novembro de 2011
The naming of cats T. S. Eliot
The Naming of Cats is a difficult matter,
It isn't just one of your holiday games;
You may think at first I'm as mad as a hatter
When I tell you, a cat must have THREE DIFFERENT NAMES.
First of all, there's the name that the family use daily,
Such as Peter, Augustus, Alonzo or James,
Such as Victor or Jonathan, George or Bill Bailey--
All of them sensible everyday names.
There are fancier names if you think they sound sweeter,
Some for the gentlemen, some for the dames:
Such as Plato, Admetus, Electra, Demeter--
But all of them sensible everyday names.
But I tell you, a cat needs a name that's particular,
A name that's peculiar, and more dignified,
Else how can he keep up his tail perpendicular,
Or spread out his whiskers, or cherish his pride?
Of names of this kind, I can give you a quorum,
Such as Munkustrap, Quaxo, or Coricopat,
Such as Bombalurina, or else Jellylorum-
Names that never belong to more than one cat.
But above and beyond there's still one name left over,
And that is the name that you never will guess;
The name that no human research can discover--
But THE CAT HIMSELF KNOWS, and will never confess.
When you notice a cat in profound meditation,
The reason, I tell you, is always the same:
His mind is engaged in a rapt contemplation
Of the thought, of the thought, of the thought of his name:
His ineffable effable
Effanineffable
Deep and inscrutable singular Name.
terça-feira, 15 de novembro de 2011
Ode à melancolia
Ode On Melancholy
I
No, no, go not to Lethe, neither twist
Wolfs-bane, tight-rooted, for its poisonous wine;
Nor suffer thy pale forehead to be kiss'd
By nightshade, ruby grape of Proserpine;
Make not your rosary of yew-berries,
Nor let the beetle, nor the death-moth be
Your mournful Psyche, nor the downy owl
A partner in your sorrow's mysteries;
For shade to shade will come too drowsily,
And drown the wakeful anguish of the soul.
II
But when the melancholy fit shall fall
Sudden from heaven like a weeping cloud,
That fosters the droop-headed flowers all,
And hides the green hill in an April shroud;
Then glut thy sorrow on a morning rose,
Or on the rainbow of the salt sand-wave,
Or on the wealth of globed peonies;
Or if thy mistress some rich anger shows,
Emprison her soft hand, and let her rave,
And feed deep, deep upon her peerless eyes.
III
She dwells with Beauty - Beauty that must die;
And Joy, whose hand is ever at his lips
Bidding adieu; and aching Pleasure nigh,
Turning to poison while the bee-mouth sips:
Ay, in the very temple of Delight
Veil'd Melancholy has her sovran shrine,
Though seen of none save him whose strenuous tongue
Can burst Joy's grape against his palate fine;
His soul shall taste the sadness of her might,
And be among her cloudy trophies hung.
domingo, 13 de novembro de 2011
sábado, 12 de novembro de 2011
"O bom diarista", disse Virginia Woolf, "é aquele que escreve para si apenas ou para uma posteridade tão distante que pode sem risco ouvir qualquer segredo e corretamente avaliar cada motivo. Para esse público não há necessidade de afetação ou restrição." Não me imporei restrições, porém sei que estarei sendo influenciado de várias maneiras, ao considerar a hipótese de ser lido pelos meus contemporâneos. Os autores de diários, qualquer que seja sua natureza íntima ou anedótica, sempre escrevem para serem lidos, mesmo quando fingem que ele é secreto.
Trecho de "Diário de um Fescenino", de Rubem Fonseca
Trecho de "Diário de um Fescenino", de Rubem Fonseca
Marcadores:
diário,
Rubem Fonseca,
Virginia Woolf
quinta-feira, 10 de novembro de 2011
As mulheres gulosas
As mulheres gulosas
que chupam picolé
- diz um sábio que sabe -
são mulheres carentes
e o chupam lentamente
qual se vara chupassem,
e ao chupá-lo já sabem
que presto se desfaz
na falácia do gozo
o picolé fuginte
como se esfaz na mente
o imaginário pênis.
que chupam picolé
- diz um sábio que sabe -
são mulheres carentes
e o chupam lentamente
qual se vara chupassem,
e ao chupá-lo já sabem
que presto se desfaz
na falácia do gozo
o picolé fuginte
como se esfaz na mente
o imaginário pênis.
Marcadores:
Carlos Drummond de Andrade,
erótico
quarta-feira, 9 de novembro de 2011
Amo a História. Se não amasse não seria historiador. fazer a vida em duas: consagrar uma à profissão cumprida sema mor: reservar outra à satisfação das necessidades profundas - algo de abominável quando a profissão que se escolheu é uma profissão de inteligência. amo a História e é por isso que estou feliz por vos falar, hoje, daquilo que mais amo.
Lucien Febvre
Lucien Febvre
terça-feira, 8 de novembro de 2011
Pensei em como, todo dia, cada um de nós experimenta alguns poucos momentos que têm apenas um pouquinho mais de ressonância do que outros – ouvimos uma palavra que permanece na nossa mente -, ou talvez tenhamos uma pequena experiência que nos puxa para fora de nós mesmos, mesmo que brevemente – estamos num elevador de hotel junto com uma noiva de véu, digamos, ou um desconhecido nos dá um pedaço de pão para alimentar os patos selvagens na lagoa; uma criancinha começa a conversar com a gente numa lanchonete (...). E se fôssemos reunir esses pequenos momentos num caderno de anotações e guardá-los por alguns meses, veríamos certas tendências emergirem de nossa compilação – surgiriam certas vozes que têm tentado falar através de nós. Perceberíamos que estávamos tendo uma outra vida, uma vida que nós nem sabíamos que estava acontecendo dentro de nós. E talvez essa outra vida seja mais importante do que aquela que consideramos real – esse mundo atormentado, de ruídos e metais. Então talvez sejam esses pequenos momentos silenciosos os verdadeiros acontecimentos que fazem a história de nossas vidas.
segunda-feira, 7 de novembro de 2011
Não diria que estava feliz. Não era nada assim tão simples. Estava apenas presente, talvez pela primeira vez na minha vida adulta. O momento não era extraordinário. Mas eu tinha o momento, o possuía por completo. Ele me habitava. Senti que se morresse logo teria conhecido isso, uma conexão com a minha vida, com seus erros e seus tortos sucessos. A chance de ser um dos três homens nus em pé num laguinho de água limpa. Eu não morreria sem me realizar, pois estive aqui, bem aqui e em nenhum outro lugar. Não falei nada. Bobby anunciou que o minuto tinha acabado, e levamos Erich de volta para a margem
Do final de "Uma casa no fim do mundo"
Marcadores:
final de livro,
Michael Cunninghan
quinta-feira, 3 de novembro de 2011
O desejo da queda
O que é vertigem? Medo de cair? Mas porque temos vertigem num mirante cercado por uma balaustra sólida? Vertigem não é o medo de cair, é outra coisa. É a voz do vazio debaixo de nós, que nos atrai e nos envolve, é o desejo da queda do qual nos defendemos aterrorizados.
Trecho de "Insustentável leveza do ser"
Trecho de "Insustentável leveza do ser"
quarta-feira, 2 de novembro de 2011
Compreender é tentar traduzir em linguagem e a linguagem reduz a 23 letras. Por mais que você queira expandir, há um dicionário com um número de verbetes fixos. Há muito mais afetos no mundo que o número de sentimentos escritos no dicionário. Quando seu sentimento não tem correspondente no dicionário, você fica mal, porque você sente a angústia, um sentimento sem nome. No entanto, qual é o problema de ter um sentimento sem nome?
Viviane Mosé em entrevista
Viviane Mosé em entrevista
terça-feira, 1 de novembro de 2011
É alta e bonita; nada tem de angustiado no olhar ou na voz. Mas é tão ávida por qualquer coisa que perturbe os sentidos, que o menor apelo confere ao seu rosto uma expressão que evoca o sangue, o pavor súbito, o crime, tudo o que arruína definitivamente a beatitude e a consciência tranquila.
"História do Olho" - descrição de Simone'
"História do Olho" - descrição de Simone'
Assinar:
Comentários (Atom)

