Então fiquei triste porque me dei conta de que, quando as pessoas se partem de algumas maneiras, elas não podem nunca ser consertadas, e isso é algo que nunca nos dizem quando somos jovens e nunca deixa de nos surpreender quando ficamos mais velhos, quando vemos as pessoas na nossa vida se partirem uma a uma. A gente se pergunta quando será a nossa vez, ou se ela já aconteceu.
Do conto “No deserto”. In: Primeiro, o amor depois, o desencanto (e o resto de nossas vidas)

