quarta-feira, 24 de agosto de 2011
Não me digas nada, vejo que me entendes, mas tenho receio dessa compreensão, tenho medo de encontrar alguém semelhante a mim e ao mesmo tempo desejo-o. Sinto-me tão definitivamente só, mas tenho tanto medo que o isolamento seja violado e eu não seja mais o cérebro e a lei do meu universo. Sinto-me no grande terror do teu entendimento, meio por que penetras no meu mundo; e que, sem véus, tenha então que partilhar o meu reino.
terça-feira, 23 de agosto de 2011
Brincando no meu quarto enquanto eu fazia preguiça na cama, você pergunta:
- Cadê o meu Papai?
Conto a história sem rodeios, diante do seu olhar não muito atento. Rapidamente você se distrai com outra coisa.
À tarde, estamos tomando um lanche no meu café predileto. Você diz, naturalmente:
- Eu fiquei muito triste que o meu Papai morreu. Fiquei muito bravo porque ele tá "morrido".
Senti o mesmo, filho. E, como você, expressei sem medir as palavras. É muito bom ver sua lucidez. Conheço gente de quase quarenta que até hoje não sabe dar nome ao que sente.
Bom começo, Francisco. Bom começo.
Cris Guerra, do blog Para Francisco
- Cadê o meu Papai?
Conto a história sem rodeios, diante do seu olhar não muito atento. Rapidamente você se distrai com outra coisa.
À tarde, estamos tomando um lanche no meu café predileto. Você diz, naturalmente:
- Eu fiquei muito triste que o meu Papai morreu. Fiquei muito bravo porque ele tá "morrido".
Senti o mesmo, filho. E, como você, expressei sem medir as palavras. É muito bom ver sua lucidez. Conheço gente de quase quarenta que até hoje não sabe dar nome ao que sente.
Bom começo, Francisco. Bom começo.
Cris Guerra, do blog Para Francisco
domingo, 21 de agosto de 2011
segunda-feira, 15 de agosto de 2011
"Quais são os escritores que nos enriquecem? Penso que isso é diferente para todos. Penso que lemos muito subjectivamente. Lemos aquilo de que precisamos. Há quase uma força obscura que nos guia para determinado livro numa determinada altura; depois criamos problemas quando tentamos racionalizar isso e dizemos que este escritor é bom e aquele escritor é mau. Nunca fui capaz de dizer isso. (...) E penso o mesmo em relação à descrição de coisas tal como elas são, sem uma abertura que nos diga para onde podemos ir a partir dali ou como podemos transcendê-las, que encontro naqueles que chamo os escritores enriquecedores. É por isso que, quando não estou apaixonada por escritores, digo sempre que posso respeitar as suas ideias, mas que não me dão o sentimento que me empurra para a vida."
Anais Nin
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