terça-feira, 23 de agosto de 2011

Brincando no meu quarto enquanto eu fazia preguiça na cama, você pergunta:

- Cadê o meu Papai?

Conto a história sem rodeios, diante do seu olhar não muito atento. Rapidamente você se distrai com outra coisa.

À tarde, estamos tomando um lanche no meu café predileto. Você diz, naturalmente:

- Eu fiquei muito triste que o meu Papai morreu. Fiquei muito bravo porque ele tá "morrido".

Senti o mesmo, filho. E, como você, expressei sem medir as palavras. É muito bom ver sua lucidez. Conheço gente de quase quarenta que até hoje não sabe dar nome ao que sente.

Bom começo, Francisco. Bom começo.



Cris Guerra, do blog Para Francisco

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