Nao há mal pior do que a descrença
Mesmo o amor que não compensa é melhor que a solidão
Abre os teus braços, meu irmão, deixa cair
Pra que somar se a gente pode dividir
Eu francamente já não quero nem saber
De quem não vai porque tem medo de sofrer
Ai de quem não rasga o coração, esse não vai ter perdão.
Como dizia o poeta – Vinicius e Toquinho
quarta-feira, 27 de janeiro de 2010
terça-feira, 26 de janeiro de 2010
ANTONIOUS BLOCK E A MORTE
“Antonious Block- Chame como quiser, é tão inconcebível tentar compreender Deus? Por que ele se esconde em promessas e milagres que não vemos? Com o podemos ter fé se não temos Deus em nós mesmos? O que acontecerá com aqueles que não querem ter fé ou não têm ? Por que não posso tirá-lo de dentro de mim? Por que Ele vive em mim de uma forma humilhante apesar de amaldiçoá-lo e tentar tirá-lo do meu coração? Por que, apesar de Ele ser uma falsa realidade eu não consigo ficar livre? Você me ouviu?
Morte- Sim, ouvi.
Antonious Block- Quero conhecimento, não fé ou presunção. Quero que Deus estenda as mãos para mim, que mostre Seu rosto, que fale comigo.
Morte- mas Ele fica em silêncio.
Antonious Block- Eu o chamo no escuro mas parece que ninguém me ouve.
Morte- Talvez não haja ninguém.
Antonious Block- A vida é um horror. Ninguém consegue conviver com a morte e na ignorância de tudo.
Morte- As pessoas que nunca pensam na morte.
Antonious Block- Mas um dia terão que olhar para a escuridão.
Morte- Sim, um dia.
Antonious Block- Eu entendo. Temos de imaginar como é o medo de chamar esta imagem de Deus.
Morte- Está nervoso.
Antonious Block- A morte me visitou essa manhã. Jogamos xadrez.”
Do filme “O sétimo selo”, de Ingmar Bergman
Morte- Sim, ouvi.
Antonious Block- Quero conhecimento, não fé ou presunção. Quero que Deus estenda as mãos para mim, que mostre Seu rosto, que fale comigo.
Morte- mas Ele fica em silêncio.
Antonious Block- Eu o chamo no escuro mas parece que ninguém me ouve.
Morte- Talvez não haja ninguém.
Antonious Block- A vida é um horror. Ninguém consegue conviver com a morte e na ignorância de tudo.
Morte- As pessoas que nunca pensam na morte.
Antonious Block- Mas um dia terão que olhar para a escuridão.
Morte- Sim, um dia.
Antonious Block- Eu entendo. Temos de imaginar como é o medo de chamar esta imagem de Deus.
Morte- Está nervoso.
Antonious Block- A morte me visitou essa manhã. Jogamos xadrez.”
Do filme “O sétimo selo”, de Ingmar Bergman
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domingo, 24 de janeiro de 2010
A poesia está guardada nas palavras - é tudo que eu sei.
Meu fado é o de não saber quase tudo.
Sobre o nada eu tenho profundidades.
Não tenho conexões com a realidade.
Poderoso para mim não é aquele que descobre ouro.
Para mim poderoso é aquele que descobre as insignificâncias
(do mundo e as nossas).
Por essa pequena sentença me elogiaram de imbecil.
Fiquei emocionado e chorei.
Sou fraco para elogios.
Tratado Geral das Grandezas do Ínfimo - Manoel de Barros
Meu fado é o de não saber quase tudo.
Sobre o nada eu tenho profundidades.
Não tenho conexões com a realidade.
Poderoso para mim não é aquele que descobre ouro.
Para mim poderoso é aquele que descobre as insignificâncias
(do mundo e as nossas).
Por essa pequena sentença me elogiaram de imbecil.
Fiquei emocionado e chorei.
Sou fraco para elogios.
Tratado Geral das Grandezas do Ínfimo - Manoel de Barros
sábado, 23 de janeiro de 2010
sexta-feira, 22 de janeiro de 2010
"Ah, fumarás demais, beberás em excesso, aborrecerás todos os amigos com tuas histórias desesperadas, noites e noites a fio permanecerás insone, a fantasia desenfreada e o sexo em brasa, dormirás dias adentro, noites afora, faltarás ao trabalho, escreverás cartas que não serão nunca enviadas, consultarás búzios, números, cartas e astros, pensarás em fugas e suicídios em cada minuto de cada novo dia, chorarás desamparado atravessando madrugadas em tua cama vazia, não conseguirás sorrir nem caminhar alheio pelas ruas sem descobrires em algum jeito alheio o jeito exato dele, em algum cheiro estranho o cheiro preciso dele."
Caio Fernando de Abreu
Caio Fernando de Abreu
quinta-feira, 21 de janeiro de 2010
quarta-feira, 20 de janeiro de 2010
O melhor começo de livro
Lolita, luz de minha vida, fogo de meus flancos. Meu pecado, minha alma. Lolita: a ponta da língua fazendo uma viagem de três passos pelo céu da boca, a fim de bater de leve, no terceiro, de encontro aos dentes. LO. LI.TA.
Era LO, apenas LO, pela manhã, com suas meias curtas e seu um metro e quarenta e oito centímetros de altura. Era Lola em seus slacks. Era Dolly na escola. Era Dolores quando assinava o nome. Mas, em meus braços, era sempre Lolita.
“Lolita” - Vladimir Nabokov
terça-feira, 19 de janeiro de 2010
Frase que quero na minha lápide
Dizem que não se vive muito nem pouco, se vive apenas uma vida. E toda vida é breve.
(Neil Gaiman)
(Neil Gaiman)
domingo, 17 de janeiro de 2010
A FOME DO PRIMEIRO GRITO
XII
Se te pareço noturna e imperfeita
Olha-me de novo. Porque esta noite
Olhei-me a mim, como se tu me olhasses.
E era como se a água
Desejasse.
Escapar de sua casa que é o rio
E deslizando apenas, nem tocar a margem.
Te olhei. E há um tempo
Espero
Que o teu corpo de água mais fraterno
Se estenda sobre o meu. Pastor e nauta
Olha-me de novo. Com menos altivez.
E mais atento.
Hilda Hilst, De Júbilo Memória Noviciado da Paixão
sábado, 16 de janeiro de 2010
ENLEIO
Que é que vou dizer a você ?
Não estudei ainda o código
De amor.
Inventar, não posso.
Falar, não sei.
Balbuciar, não ouso.
Fico de olhos baixos
Espiando, no chão, a formiga.
Você sentada na cadeira de palhinha.
Se ao menos você ficasse aí nessa posição
Perfeitamente imóvel, como está,
Uns quinze anos ( só isso )
Então eu diria:
Eu te amo
Por enquanto sou apenas o menino
Diante da mulher que não percebe nada.
Será que você não entende, será que você é burra ?
Carlos Drummond de Andrade
Que é que vou dizer a você ?
Não estudei ainda o código
De amor.
Inventar, não posso.
Falar, não sei.
Balbuciar, não ouso.
Fico de olhos baixos
Espiando, no chão, a formiga.
Você sentada na cadeira de palhinha.
Se ao menos você ficasse aí nessa posição
Perfeitamente imóvel, como está,
Uns quinze anos ( só isso )
Então eu diria:
Eu te amo
Por enquanto sou apenas o menino
Diante da mulher que não percebe nada.
Será que você não entende, será que você é burra ?
Carlos Drummond de Andrade
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Carlos Drummond de Andrade
sexta-feira, 15 de janeiro de 2010
"Vou falar sobre se aceita ou não... se casar comigo.
(ela gargalha)
- É sério.
- Sim, eu sei!
- Muito obrigada!
- Desculpa, mas há dois dias estava gravando fitas pra garota da Reader. Bem, me desculpa se eu não considero a aposta mais segura do mundo.
- Casaria comigo, se eu fosse?
- O que provocou isso?
- Não sei... estou cheio de pensar nisso o tempo todo.
- Nisso o que?
- Nesse assunto. Amor, estabilidade, casamento, sabe? Quero pensar em outra coisa...
- Mudei de idéia. Esta é a coisa mais romântica que já ouvi. Eu caso, sim.
- Cala a boca. Deixa eu tentar explicar. Aquela outra garota ou mulher, que seja... Estava pensando... são só fantasias. Entende? Elas sempre parecem geniais porque nunca há problemas. E se há, são problemas bobos, como comprarmos o mesmo presente de Natal, ou ela querer ver um filme que já vi. E aí, vou pra casa e você e eu temos problemas reais e você nem quer ver o filme que eu quero. E não há lingerie, e...
- Eu tenho lingerie.
- Sim, tem lingeries maravilhosas, mas também tem calcinhas de algodão que foram lavadas mil vezes, e... E elas também têm, só que eu não preciso ver porque não estão na fantasia, entende? Eu estou cansado da fantasia porque ela não existe realmente. E nunca há surpresas de fato porque elas nunca...
- Satisfazem?
- Satisfazem. É. Eu estou cansado disso. Estou cansado de tudo o mais a este respeito. Mas pareço nunca me cansar de você. "
Diálogo entre Rob e Laura em "Alta Fidelidade"
(ela gargalha)
- É sério.
- Sim, eu sei!
- Muito obrigada!
- Desculpa, mas há dois dias estava gravando fitas pra garota da Reader. Bem, me desculpa se eu não considero a aposta mais segura do mundo.
- Casaria comigo, se eu fosse?
- O que provocou isso?
- Não sei... estou cheio de pensar nisso o tempo todo.
- Nisso o que?
- Nesse assunto. Amor, estabilidade, casamento, sabe? Quero pensar em outra coisa...
- Mudei de idéia. Esta é a coisa mais romântica que já ouvi. Eu caso, sim.
- Cala a boca. Deixa eu tentar explicar. Aquela outra garota ou mulher, que seja... Estava pensando... são só fantasias. Entende? Elas sempre parecem geniais porque nunca há problemas. E se há, são problemas bobos, como comprarmos o mesmo presente de Natal, ou ela querer ver um filme que já vi. E aí, vou pra casa e você e eu temos problemas reais e você nem quer ver o filme que eu quero. E não há lingerie, e...
- Eu tenho lingerie.
- Sim, tem lingeries maravilhosas, mas também tem calcinhas de algodão que foram lavadas mil vezes, e... E elas também têm, só que eu não preciso ver porque não estão na fantasia, entende? Eu estou cansado da fantasia porque ela não existe realmente. E nunca há surpresas de fato porque elas nunca...
- Satisfazem?
- Satisfazem. É. Eu estou cansado disso. Estou cansado de tudo o mais a este respeito. Mas pareço nunca me cansar de você. "
Diálogo entre Rob e Laura em "Alta Fidelidade"
quinta-feira, 14 de janeiro de 2010
"Uma jovem que em vez de 'se educar' tem de servir cervejas a bêbados e passar o domingo lavando a roupa suja de seus irmãos e irmãs, tem dentro de si uma imensa reserva de vitalidade, inconcebível para pessoas que frequentam a universidade e bocejam diante dos livros . Tereza lera mais, sabia mais do que elas sobre a vida, mas não dava conta disso. O que diferencia aquele que estudou do autodidata não é a extensão de seus conhecimentos, mas os diferentes graus de vitalidade e de confiança em si."
A Insustentável leveza do ser – Milan Kundera
quarta-feira, 13 de janeiro de 2010
“Te desejo uma fé enorme, em qualquer coisa, não importa o quê, como aquela fé que a gente teve um dia, me deseja também uma coisa bem bonita, uma coisa qualquer maravilhosa, que me faça acreditar em tudo outra vez, que leve para longe da minha boca este gosto podre de fracasso, este travo de derrota sem nobreza, não tem jeito, companheiro, nos perdemos no meio da estrada e nunca tivemos mapa algum, ninguém dá mais carona e a noite já vem chegando.”
Caio Fernando Abreu, do conto “Sobreviventes”. In: Morangos Mofados.
terça-feira, 12 de janeiro de 2010
"Não te espantes quando o mundo amanhecer irreconhecível. Para melhor ou pior, isso acontece muitas vezes por ano. 'Quem sou eu no mundo?'. Essa indagação perplexa é o lugar-comum de cada história de gente. Quantas vezes mais decifrares essa charada, tão entranhada em ti mesma como os teus ossos, mais forte ficarás. Não importa qual seja a resposta; o importante é dar ou inventar uma resposta. Ainda que seja mentira."
"Para Maria da Graça”- Paulo Mendes Campos
"Para Maria da Graça”- Paulo Mendes Campos
segunda-feira, 11 de janeiro de 2010
domingo, 10 de janeiro de 2010
De novo o amor
“Qual é o problema com o amor?! Como é que estamos ficando loucos com o amor?
Consegue imaginar o tempo que passamos pensando nisso?! Quando está só, se queixa: 'encontrarei alguém?' Quando tem alguém: ' Ela é boa? Gosto dela realmente e ela me ama tanto quanto eu a amo?'
É possível amar muitas pessoas numa vida? Por que nos separamos? Podemos resolver algo quando sentimos que perdemos o controle? Todas estas questões estúpidas que colocamos a nós próprios!
Pensei que, nos disséssemos que éramos inexperientes: nós estamos preparados!
Lemos histórias de amor, lemos contos, lemos romances, assistimos filmes românticos...Amor, amor, amor!"
Xavier , do filme “Bonecas Russas”
sábado, 9 de janeiro de 2010
sexta-feira, 8 de janeiro de 2010
PORQUINHO DA ÍNDIA
Quando eu tinha seis anos
Ganhei um porquinho-da-índia.
Que dor de coração me dava
Porque o bichinho só queria estar debaixo do fogão!
Levava ele pra sala
Pra os lugares mais bonitos mais limpinhos
Ele não gostava:
Queria era estar debaixo do fogão.
Não fazia caso nenhum das minhas ternurinhas...
- O meu porquinho-da-índia foi a minha primeira namorada.
Quando eu tinha seis anos
Ganhei um porquinho-da-índia.
Que dor de coração me dava
Porque o bichinho só queria estar debaixo do fogão!
Levava ele pra sala
Pra os lugares mais bonitos mais limpinhos
Ele não gostava:
Queria era estar debaixo do fogão.
Não fazia caso nenhum das minhas ternurinhas...
- O meu porquinho-da-índia foi a minha primeira namorada.
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Manuel Bandeira
quinta-feira, 7 de janeiro de 2010
A melhor bibliografia de todos os tempos
Também a mais sincera.
“Bibliografia e crítica da bibliografia
Este livros, como todos os livros, é a leitura de muitos livros, entre os quais, principalmente:
... ”
Paulo Leminski, "Leon Trotsky, a paixão segundo a revolução".
“Bibliografia e crítica da bibliografia
Este livros, como todos os livros, é a leitura de muitos livros, entre os quais, principalmente:
... ”
Paulo Leminski, "Leon Trotsky, a paixão segundo a revolução".
quarta-feira, 6 de janeiro de 2010
A melhor dedicatória de todos os tempos
“ Se ainda existe no mundo alguém que leia só por prazer – ou até mesmo por acidente-, peço a ele ou a ela, com indizível afeto e gratidão, que divida em quatro partes iguais a dedicatória deste livro com minha mulher e meus dois filhos”.
J. D. Salinger ,“Carpinteiros, levantem bem alto a cumeeira”.
terça-feira, 5 de janeiro de 2010
A história da minha vida
"havia lá um rapaz muito atraente, mas que era ainda mais burro do que eu. e, para ver se caía nas graças desse rapaz, lindíssimo, comecei a fazer o trabalho de casa dele - e foi assim que me tornei esperto, eu tinha que manter todo este trabalho de modo a manter-me sempre um pouco acima dele, para o poder ajudar. num certo sentido, todo o resto da minha vida tenho tentado fazer coisas intelectuais que atraiam rapazes bonitos.”
Michel de Foucalt
Michel de Foucalt
segunda-feira, 4 de janeiro de 2010
A coisa mais fina do mundo é o sentimento
Ensinamento
Minha mãe achava estudo
a coisa mais fina do mundo.
Não é.
A coisa mais findo do mundo é o sentimento.
Aquele dia de noite, o pai fazendo serão,
ela falou comigo:
"Coitado, até essa hora no serviço pesado."
Arrumou pão e café, deixou tacho no fogo com água quente.
Não me falou em amor. Essa palavra de luxo.
Adélia Prado
Minha mãe achava estudo
a coisa mais fina do mundo.
Não é.
A coisa mais findo do mundo é o sentimento.
Aquele dia de noite, o pai fazendo serão,
ela falou comigo:
"Coitado, até essa hora no serviço pesado."
Arrumou pão e café, deixou tacho no fogo com água quente.
Não me falou em amor. Essa palavra de luxo.
Adélia Prado
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domingo, 3 de janeiro de 2010
Conselho
Cerca de grandes muros quem te sonhas.
Depois, onde é visível o jardim
Através do portão de grade dada,
Põe quantas flores são as mais risonhas,
Para que te conheçam só assim.
Onde ninguém o vir não ponhas nada.
Faze canteiros como os que outros têm,
Onde os olhares possam entrever
O teu jardim com lho vais mostrar.
Mas onde és teu, e nunca o vê ninguém,
Deixa as flores que vêm do chão crescer
E deixa as ervas naturais medrar.
Faze de ti um duplo ser guardado;
E que ninguém, que veja e fite, possa
Saber mais que um jardim de quem tu és -
Um jardim ostensivo e reservado,
Por trás do qual a flor nativa roça
A erva tão pobre que nem tu a vês...
Fernando Pessoa
sábado, 2 de janeiro de 2010
"Sou o que se chama de pessoa impulsiva. Como descrever? Acho que assim: vem-me uma idéia ou um sentimento e eu, em vez de refletir sobre o que me veio, ajo quase que imediatamente. O resultado tem sido meio a meio: às vezes acontece que agi sob uma intuição dessas que não falham, às vezes erro completamente, o que prova que não se tratava de intuição, mas de simples infantilidade.
Trata-se de saber se devo prosseguir nos meus impulsos. E até que ponto posso controlá-los. [...] Deverei continuar a acertar e a errar, aceitando os resultados resignadamente? Ou devo lutar e tornar-me uma pessoa mais adulta? E também tenho medo de tornar-me adulta demais: eu perderia um dos prazeres do que é um jogo infantil, do que tantas vezes é uma alegria pura. Vou pensar no assunto. E certamente o resultado ainda virá sob a forma de um impulso. Não sou madura bastante ainda. Ou nunca serei.”
Clarice Lispector
Trata-se de saber se devo prosseguir nos meus impulsos. E até que ponto posso controlá-los. [...] Deverei continuar a acertar e a errar, aceitando os resultados resignadamente? Ou devo lutar e tornar-me uma pessoa mais adulta? E também tenho medo de tornar-me adulta demais: eu perderia um dos prazeres do que é um jogo infantil, do que tantas vezes é uma alegria pura. Vou pensar no assunto. E certamente o resultado ainda virá sob a forma de um impulso. Não sou madura bastante ainda. Ou nunca serei.”
Clarice Lispector
sexta-feira, 1 de janeiro de 2010
Pra começar o ano e o blog
Cada dia uma citação diferente, palavras lapidadas da maneira como eu queria saber fazer. Porque li recentemente , porque tem a ver com o momento, porque me inspira, porque não sai da minha cabeça, porque eu queria ter escrito.
Assim começa a música Gatekeeper, da Feist. Assim começa o blog...em busca de novos começos:
"Well it's time to begin as the summer sets in
It's the scene
You set for new lovers
You play your part painting in a new start
But each gate will open another."
Assim começa a música Gatekeeper, da Feist. Assim começa o blog...em busca de novos começos:
"Well it's time to begin as the summer sets in
It's the scene
You set for new lovers
You play your part painting in a new start
But each gate will open another."
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