segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Não diria que estava feliz. Não era nada assim tão simples. Estava apenas presente, talvez pela primeira vez na minha vida adulta. O momento não era extraordinário. Mas eu tinha o momento, o possuía por completo. Ele me habitava. Senti que se morresse logo teria conhecido isso, uma conexão com a minha vida, com seus erros e seus tortos sucessos. A chance de ser um dos três homens nus em pé num laguinho de água limpa. Eu não morreria sem me realizar, pois estive aqui, bem aqui e em nenhum outro lugar. Não falei nada. Bobby anunciou que o minuto tinha acabado, e levamos Erich de volta para a margem

Do final de "Uma casa no fim do mundo"

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