quinta-feira, 24 de junho de 2010

A invenção da solidão

"Não há nada mais terrível, aprendi então, do que ter de encarar os objetos de um morto. As coisas são inertes: têm significado apenas em função da vida que as utiliza. Quando esta vida acaba, as coisas se transformam, mesmo que permaneçam as mesmas. Estão lá e no entanto não estão: fantasmas tangíveis, condenados a sobreviver num mundo a que não mais pertencem. O que se pode pensar, por exemplo, de um armário cheio de roupas esperando silenciosamente para serem usadas por um homem que não voltará a abrir a porta?"

   Paul Auster

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